Dizem que acontece às pessoas quando voltam de NYC: dar-lhes uma vontade súbita de rever o Sex and the City. Aconteceu-me isso não só com a série, mas com uma data de filmes que sei que se passam na big apple (incluíndo o Sozinho em Casa). Portanto andei nos últimos tempos a ver uns 4 episódios por dia, ou mais, até ontem, que acabei a sexta série. É diferente rever isto de uma assentada, agora que dá para perceber as referências todas que elas fazem a NYC, entender que os sítios onde moram condizem com as personalidades, os restaurantes, os hábitos, o fascínio pela cidade.
Há um milhão de coisas que queria postar aqui, mas a falta de tempo não me tem permitido. No entanto a força das circunstâncias exigem que escreva sobre isto. Morreu o Michael Jackson. Sem nunca ter sido uma fã incondicional, e tendo consciência que ele era bizarro ao ponto de já parecer "meio-morto" há uns anos, reconheço que era um artista do caraças, e que há imensas canções dele que adoro, apesar de nunca as ter tido em cd ou disco. Assim, esta manhã perguntei a todos os que se cruzaram comigo, qual era a música preferida do Rei da Pop. A Billie Jean e a Thriller foram as mais citadas. Também houve um iluminado que disse que de todas preferia a Like a Virgin (!!!). As minhas: ABC (ainda nos Jackson Five), Don't Stop Till You Get Enough, e também a Billie Jean e a Thriller. E a vossa?
O 30 de Maio está quase a fechar, mas ainda vou a tempo de deixar ao Sílvio (além do telefonema) e à Francisca (desculpa, Fransky, mas deixei de ter o teu número desde que me roubaram o telemóvel na passagem de ano!) um enorme beijinho de PARABÉNS!!!
E dedicar-vos esta musica do Jens Lekman que tenho dedicado a todos os amigos que fazem anos, por ser tão linda!!! (e ele vem cá!!!!!). É só substituirem mentalmente o nome "Lisa" pelo vosso, e têm os parabéns pelo Jens!
O senhor, de um profissionalismo tremendo, de um bom-humor surpreendente, e com uma voz tão bela, tão sincera, que ouvi-lo foi um dos melhores momentos de sempre, para mim, numa sala de concertos. Reparei que ele agarrou, a partir do primeiro segundo, o controlo-remoto das minhas emoções, manejando de tal forma, com a sua voz, com a sua música e poesia, que conseguiu em segundos, pôr-me a chorar, depois a rir, depois a dançar na cadeira, etc. Mas atenção, foi um chorar bom, o chorar que eu gosto, debulhado, contemplativo, feliz. O único chorar que devia ser permitido. Devia mesmo haver uma espécie de polícia da emoção, que verificasse as causas do choro, evitando e extinguindo a criminalidade do choro, que é o choro por dor. Mais ou menos assim: " - O senhor sabe-me explicar porque é que esta menina está a chorar? magoou-a, ou cantou-lhe uma bela canção? - Senhor polícia... desiludi-a, e fiz com que se sentisse pequenina e feia. - Então vai ter de me acompanhar à esquadra."
Quando estou a trabalhar à noite costumo respigar entre os sites dos jornais de todo o mundo, e de vez em quando surgem-me assuntos que me interessam e me dão vontade de mandar o trabalho às urtigas para ler com calminha. Este é um dos casos. E como ainda faltam mais de 2 horas para chegar a casa, vou referi-lo aqui, para não me esquecer de ler de fio a pavio.
Se fizesse um dia uma antologia musical biográfica, esta teria de aparecer a representar um óptimo momento da minha vida. Isso já passou, mas fica a boa onda que a música me deixa, além de ser uma fabulosa malha para começar o dia.
Este é daquele tipo de coisas que acontece no mundo dos famosos, mas podia ser entre qualquer vizinha do bairro ou entre as secretárias dos senhores administradores. Então não é que ele disse que eles disseram, e que eram isto e aquilo, mas depois foi espalhar aos 4 cantos, e depois eles nem sabiam do que é que se estava a falar, e meses e meses passados, ele veio pedir desculpa? Ainda bem, porque tanto gostamos de Flaming Lips como de Arcade Fire (mais destes, claro). O melhor é quando todos se acabam por entender. Lindos meninos.
Mais coisas boas. Ainda não percebi muito bem, mas parece que os Arcade Fire participam na banda sonora do filme novo do Spike Jonze que deve estrear em Outubro, baseado no livro infantil Where The Wild Things Are. Lembram-se destes bicharocos?
Para já há uma trailer com uma versão acústica da Wake Up, que me parece que encaixa perfeitamente no filme em questão.
O senhor Vasco Granja foi uma espécie de avôzinho da minha geração dos anos 80. Pôs-nos a ver bonecada que hoje em dia nenhum puto seria capaz de tolerar. O senhor Vasco Granja, às tantas sem saber, abriu as nossas cabecinhas para formas de expressão artística muito elaboradas, naquilo que terá sido uma via elementar de introdução à arte. Em todas as formas. Obrigada senhor Vasco Granja!
Este era o meu preferido... o Urso Orelhinha, de nome original Miś Uszatek. Quando acabava o episódio, ele deitava-se na sua caminha, dizia "Boa noite!" apagava a luz e ficava todo aconchegadinho na caminha ... que saudades!
Aproveitei-me da foto publicada pelo Boni, para mostrar que também me chegou no passado dia 6 de Abril esta linda prendinha. É o tão esperado "Miroir Noir", o dvd dos Arcade Fire que encomendei ... antes do Natal!!!! Gostei do envelope em plástico lilás, ou lavanda ou violeta, ou roxo clarinho, não sei. O certo é que já se passou quase um mês e eu ainda não vi o dvd. Não sei se por birra, por ter demorado tanto tempo (somos fãns mas não é preciso abusar), ou se foi por terem dito que isto so estaria à venda online e eu ter visto uns quantos numa Fnac em Paris. Vou ver o dvd e sei que vou ficar satisfeita e contente por tê-lo. Mas ai ai ai senhores promotores do mershandise... falamos Arcade Fire e não da Shakira... (com o devido respeito aos fãns da Shakira e à mesma).
... chegaram para perceber todos os clichés acerca da cidade. E porque que é que tantos se inspiraram por lá! Paixão à primeira vista! Que bem que se esteve... e o que custou voltar!
Ando bloguiçosa, ou preguiblogosa, como queiram. Fica uma referência breve ao grande filme que vi esta noite, no festival Caminhos do Cinema Português. Um grande filme, dito à boca cheia!
Já não me lembro onde é que li sobre este filme. O argumento de juntar um amor teenager a um belo menu de música indie, e ainda o Michael Cera (oficialmente o meu actor preferido para filmes do género) parecia levar a um bom caminho. No entanto deixa a desejar. É um filme razoável, com detalhes engraçados... mas podiam ter explorado muito mais a parte da música propriamente dita. O que salva: um genérico muito bem conseguido, o conceito da "banda mistério" Where's Fluffy, a cena NYC underground gig, e o Devendra Banhart no meio do minimercado.
As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo, As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados Ao peso dos pássaros que se abrigam.
É à janela dos filhos que as mulheres respiram Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas Transformam-se em escadas
Muitas mulheres transformam-se em paisagens Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem Cheias de rebentos
As mulheres aspiram para dentro E geram continuamente. Transformam-se em pomares. Elas arrumam a casa Elas põem a mesa Ao redor do coração.
Daniel Faria de Homens Que São Como Lugares Mal Situados (1998)
As minhas costas, que andam a doer há 3 dias, mal podem esperar por esta noite de rambóia completa! Não me venham cá com histórias de panos quentes e pendurar-me na ombreira da porta... o que eu preciso é de Ruby Suns!!!
E este poster, hein? a Joana põe sempre isto tão lindo, que eu acho que ela era capaz de dar classe a um poster da Rute Marlene!
Tenho um azar enorme com peixinhos dourados. O Amadou estava óptimo ontem pelas 20:00 quando saí para a aula de alemão. Quando voltei, reparei que estava de lado, e assim permanecia, e claro que compreendi que mais cedo ou mais tarde morreria sem que eu pudesse fazer absolutamente nada. Claro que passei a noite toda a sonhar com peixinhos moribundos e aquários sujos. Agora de manhã, o esperado mas sempre doloroso. Deixa sozinha a Mariam. Espero que tenha tido uma boa vida.
Não é facil a vida. Nem tempo de qualidade para blogar. Por isso fica aqui em jeito de sanduíche (temos mesmo esta palavra em português?) algumas referências que me têm passado pelas mãos, olhos, ouvidos.
De alguns filmes que fui vendo nos últimos dias, destaco estes 3:
Changelling (2008) - Muito boa a prestação da Jolie, já não é o primeiro filme que eu digo que ela tem jeito para gritar! O melhor, mas ao mesmo tempo o pior, pela morbidez, é pensar que este caso foi verídico.
Happy Endings (2005) - Este é um filme que ganha pelas interpretações da Lisa Kudrow, do Steve Coogan e da Maggie Gyllenhaal. De resto, a história vem da onda "American Beauty" mas mais indie, mas ainda assim parece melhor do que realmente é.
Esta foi a minha última compra musical. (Obrigada passarinho, mas quando falaste este cd já estava cá em casa há umas semanas!). Uma daquelas colectâneas que vale mesmo a pena ouvir. Duetos fabulosos ou inéditos das melhores bandas do mundo!!!
É isso, preciso de filmes. É o meu escaparate em tempos de trabalho árduo. Não posso deixar de reparar que, pelas 3:00 da manhã, quando terminou o filme, os pássaros já chilreavam baixinho. O que é que se passa com estes pássaros de hoje em dia?
O título soa a porno, mas não tem nada de porno. É um filme realizado, escrito e interpretado pela Marianna Palka, e está nomeado em Sundance. Uma bonita história de amor de um rapaz persistente que se apaixona por uma rapariga problemática. Quote: I love you. This fight is over.
Este fim-de-semana vi 4 filmes muito maus. Quer dizer, o último até teve alguma qualidade no meio daquilo tudo. E tudo graças à Diane Keaton, que é a melhor mãe-galinha sexagenária histérica hiperactiva de extremo bom gosto que acaba por encontrar o amor quando já se tinha conformado que a vida se está a acabar. Fica então a recomendação do único digno de ser mencionado. Because I Said So (2007)
(*) daqueles fins-de-semana que te limitas a ver o que a tv escolhe para ti
... descobri isto na Blogotheque. E se eu, quando passear por Paris, me deparar com os Fleet Foxes num jardim, e os seguir até aquele sítio para os ouvir cantar assim? Terei força nas perninhas e lágrimas que se aguentem disciplinadas dentro dos meus olhos? Repara L. como eles usam uma melódica igualzinha à tua!!!
Esta manhã acordei com um sol tão boa onda, que a música que ouvi mal liguei a Rum caiu que nem ginjas. Faz parte de um disco lançado muito recentemente (acho que tem só alguns dias) assinado pelo Zach Condon (aka Beirut), onde deixa a orquestra folk do leste europeu de lado, e se agarra aos gadjets electrónicos, resultando em música fresquinha que sabe a Calipos de limão e vai bem em dias de sol como o de hoje!
Já disse que os Tindersticks são uma das bandas com mais bom gosto que já vi nos últimos tempos? Bom gosto melódico, lírico, bom gosto na escolha dos instrumentos (agora com secção de sopros e cordas), bom gosto no tom que se relacionam com o público (não, ao contrário de muitos, não os acho arrogantes), bom gosto a vestir (o baterista desfez-se a tocar e nunca tirou o blazer de corte impecável), bom gosto gráfico (que lindo, o cd de venda exclusiva na tour que comprei). A Casa da Música também tem bom gosto, e combina com eles... pena é que não conseguiram evitar que durante o encore se ouvisse o untss untss untsss do Clubbing já ali ao lado. Grande falha.
Ok. Não é mau. Pelo contrário, é muito bom. Nunca fui à bola com a Anne Hathaway, mas ela está muito bem neste filme. Não merece oscar... não exageremos. Mas dá cabo da imagem da menina disney-patinho-feio-que-depois-vira-princesa. Ah! E tem uma banda sonora muito interessante.
(de Ryan Murphy, 2006) Não me lembro deste filme ter estado alguma vez nas salas portuguesas. Se não esteve foi uma grande falha. Baseia-se na autobiografia do escritor Augusten Burroughs, que teve uma adolescência bizarra e mais não digo. É um filme fabuloso, nunca previsível, e com a Annette Bening no seu maior brilho.
Esta coisa de blogar é mesmo como a minha franja em dias de muita humidade: cola-se à testa! Depois desta comparação medíocre, eis a boa-nova. Ele afinal não nos abandonou.
Em 2005, pessoas fixes como o Win e a Regine dos Arcade Fire, o Beck, o Devendra Banhart, a Feist, o J'aime Tambeur, dos Islands, a Peaches (se bem que eu não gosto muito dela), o Jenny Lewis e o Blake Sennett dos Rilo Kiley, o Thurston Moore dos Sonic Youth, o Russell Mael dos Sparks, a Karen O dos Yeah Yeah Yeahs, o Dan Boeckner e o Spencer Krug dos Wolf Parade, e outros tantos, juntaram-se e fizeram uma música para o dia das bruxas em jeito de paródia às músicas solidárias de Natal. Formaram a North American Halloween Prevention Initiative(NAHPI) e editaram o single Do They Know It's Halloween, com os lucros das vendas a reverterem para a UNICEF. Já sei que vem fora de tempo, mas para mim isto é uma novidade. E é engraçado distinguir as vozes no meio da cantoria!
Os Fanfarlo têm música nova, e ofereceram-ma por email! Chama-se I'm a Pilot e pode ser ouvida aqui. Acho-a muito bonita, bem tocada. Este é o cartão de visita para o novo álbum Reservoir. Eles estão mais crescidos e até foram recomendados a todos os amigos dos Sigur Ros no myspace. Faz-me lembrar grandemente Arcade Fire, mas sem o veludo vermelho, sem o sangue na guelra. Mas muito bonita. Não sei se me faço entender...
Mais novidades....
A "My Girls" tem estado a rodar e agrada-me muito. Já há quem diga que este novo dos Animal Colective é o álbum do ano de 2009. O ano ainda vai pequenino, mas respeita-se! Quanto ao video, esse, está bem bonito. Diz a banda que a intenção era recriar uma baía de coral.
Pois... e o super Spencer Krug explicou à Stereogum o que é que anda a fazer na vida (este blog apoia incondicionalmente este senhor, que fique assente). Então diga-se que o rapaz continua a dividir-se entre as suas 3 bandas: Swan Lake, que têm álbum novo no dia 24 de Março, Sunset Rubdown, que se encontram a editar um LP para sair no Verão, e os fabulosos Wolf Parade, que andam a escrevinhar músicas novas. Triste foi saber que os Wolf Parade não vão andar em tour este ano (será mesmo???...... porquê???....), mas pelo menos ele sossegou a malta a dizer que são muito amigos e que vai correr tudo bem. In Krug we trust!...
A Amelie britânica chama-se Poppy é trapalhona, destrambelhada, tem mau gosto a vestir e tem problemas reais. Mas é encantadora, optimista e muito mood-lifter.
Muito bem atribuído o Globo de Ouro. O melhor: os cenários de miséria e violência trespassados pela estética idílica bollywoodesca, e a banda sonora, onde a senhora M.I.A. ganha grande destaque. Vamos lá ver de óscares...
É impressão minha ou: andamos todos cansados andamos todos adoentados andamos todos pálidos andamos cheios de trabalho andamos cheios de frio andamos sem tempo para nada andamos resmungões ...?
No meio deste Janeiro todo, este senhor, que tapou com uma almofada nariz e boca de seu próprio blog, recomendou-me este paracetamolzinho:
Blindness (Ensaio sobre a Cegueira) - Baseado no livro de Saramago, dispensa apresentações. A versão de Fernando Meirelles está fabulosamente conseguida, e há momentos que arrepiam de tanta intensidade. Recomendadíssimo!
Cashback (2006), de Sean Ellis - Uma história simples mas bem contada. Visualmente muito bem conseguido. Um filme que toca, e nos ensina a parar o tempo. Descobri que, antes de haver este filme, havia uma curta, do mesmo realizador. Pode ser vista aqui.
Vai estrear um dia destes o último filme de David Ficher, chamado "The Curious Case of Benjamin Button". O mais importante não é o facto do elenco integrar o Brad Pitt e a Cate Blanchett, mas sim o facto de que o video promocional ter a My Body is a Cage dos Arcade Fire como banda sonora de fundo!
Enquanto não chega o filme novo do Tim Burton, a versão do Alice in Wonderland, vão saindo alguns bombons, só para adoçar a curiosidade de fãns como eu. Ora aí está a primeira foto divulgada da personagem do Johnny Depp, o Mad Hatter!!!
A Yellow Bird Project pede às bandas que mais gosta que desenhem uma t-shirt. Depois produz as ditas e vende-as online. O dinheiro que daí vier vai para a caridade. E qual caridade? uma instituição à escolha de cada uma das bandas. As t-shirts são bem giras! E há das nossas bandas preferidas!!!