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domingo, 21 de março de 2010

Cinema e Direitos Humanos

A BBC, que faz verdadeiro serviço público com o seu iPlayer (que disponibiliza online a maioria dos conteúdos, incluindo séries, filmes e documentários) fez com que esta semana eu assistisse a dois filmes fabulosos. Pela qualidade, pelo bom gosto, e pelas histórias, duras e verdadeiras. Cinema que estabelece uma relação directa com o tema dos Direitos Humanos, sem heroísmo e sem o moralismo ocidental e efémero, próprios daqueles filmes que levam as estatuetas todas.



Buddha Collapsed Out of Shame/ Buda as sharm foru rikht (2007)
, de Hana Makhmalbaf - Em 2001 milícias talibãs destruíram as milenares estátuas de Buddha em Bamiyan, Afeganistão. O enorme vazio depois do desaparecimento destas estátuas é o pano de fundo. Este filme mostra fundamentalismo, pobreza, racismo, sexismo, política e religião através dos olhos de uma menina que só quer ir à escola, aprender anedotas.



Water (2005/2007), de Deepa Mehta - Na Índia ser-se viúva significa que metade da mulher morreu também. A vida que resta, é passada num templo de viúvas, obrigadas à pobreza e à exclusão social, vivendo cada dia só à espera do dia da própria morte. Casar novamente significa a vergonha e a maldição para as próximas vidas. Muitas destas mulheres ficam viúvas quando ainda são crianças, porque foram obrigadas a casar na infância. Actualmente, são cerca de 34 milhões de mulheres a viver nestas condições.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Descobri a pólvora

Em dias de estudo para o exame da Pós-Graduação em Direitos Humanos que fiz este semestre descobri basicamente o que já sabia, mas ainda não com dados precisos. Uma grande parte dos documentos internacionais de defesa dos Direitos Humanos, não foi ratificada por esse grande país, os EUA. Tratam-se de documentos que são fruto de anos de luta pela defesa dos direitos fundamentais, que resultam da análise de casos gritantes, ou de tradições seculares de maus tratos, violações de direitos básicos, etc etc, e que são redigidos hiper-cautelosamente em convenções morosas e inconvenientes para muitos países. Mas os Estados Unidos reservam-se nesse direito, de não assinar esses instrumentos de protecção legal. Veja-se a lista de alguns deles:

- a Convenção Americana dos Direitos Humanos, válida para praticamente todos os países das Américas

- a CEDAW - Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, este sim, bem incómoda, adoptado em 1979

- a Convenção dos Direitos das Crianças, aprovado em 1989 e acrescentado em 2000, e que aborda questões como a pornografia e prostituição infantis e os casos das crianças-soldado. Curiosamente, esta convenção não foi assinada por dois únicos países, os EUA e a Somália

... Para não referir outras não-assinaturas, como o Protocolo Ambiental de Qioto, ou a proibição de certas formas de tortura, como o waterboarding, para nem lembrar Guantanamo...

Nem sei mais que vos diga.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Simple Living


A Louis Vuitton vai processar a designer dinamarquesa Nadia Plesner por esta imagem, que está a ser vendida em t-shirts e posters com os lucros a reverter pelas vítimas de Darfur. Para mim, a campanha está muito bem apanhada, e faz-me pensar não em polémicas nos tribunais, mas sim na no facto de começar a entender, creio eu, a existência da Paris Hilton. Actriz? Cantora? Socialite? Modelo? Nada disso. Para mim ela representa protótipo último "do lado de lá", do lado opulento e contrastante com o resto do mundo. Como na Química, a Paris Hilton é um reagente, que é adicionado com a finalidade de provocar um fenómeno químico. Ou seja, a Paris Hilton se calhar até justifica de forma muito nobre a sua existência. É o símbolo último da ostentação, da distribuição péssima e desequilibrada da riqueza no mundo. Nada pessoal contra a rapariga, afinal a existência dela no mundo é necessária! Comprem-se muitas t-shirts!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Radiohead for human rights

Já postei esta música antes, mas agora tem uma nova roupagem, num video diferente. Não sei se por iniciativa da MTV ou dos Radiohead, mas parece-me que esta é uma boa forma de tentar apagar a chama olímpica...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A geração

Inspirador. O Público desta quarta-feira chama a atenção com um artigo para o blogue de Yoani Sanchéz, uma cubana que escreve livremente sobre Cuba, em Cuba. Uma simples anónima que arriscou em contrariar o sistema repressor através da internet. Um verdadeiro exercício de liberdade de expressão permitida apenas virtualmente. O blog, simples, despretensioso, valeu-lhe o Prémio Ortega y Gasset 2008 em Periodismo Digital, (que o regime cubano a impediu de viajar para recebê-lo em Madrid) e a revista Time elegeu-a como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Junto com a Oprah, o Dalai Lama, ou Obama. Acerca disso, escreve Yoani:
Junto a noventa y nueve famosos me ha puesto la revista Time en su lista de personas influyentes del 2008. A mí, que nunca me he subido a un escenario, ni a una tribuna y que mis propios vecinos no saben si “Yoani” se escribe con “h” intermedia o con “s” final. Para más sorpresa estoy en el acápite de “Héroes y pioneros”, aunque preferiría la simple categoría de “ciudadano”.
De los innumerables caminos para llegar a ese célebre listado, creo haber transitado –a pie- por el más inusual. Ese que no va apuntalado con poder económico, carisma ante las cámaras, control político o ascendencia religiosa. Sencillamente me dediqué a contar mi realidad desde el distorsionado foco de las emociones y las interrogantes. Llegué a creerme que la voz de un individuo puede empujar los muros, oponerse a las consignas y desteñir los mitos. Ahora la vanidad solo me alcanza para imaginar que los otros inscritos se estarán preguntando “¿quién es esa desconocida blogger cubana que nos acompaña?”

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Persépolis


Um grande filme, cheio de lições. A frase que me ficou, entre muitas, é qualquer coisa como "sobrevivi a uma guerra civil, e a anos de repressão no meu país, e foi um amor banal que me destruiu".